3 passos para atrair a atenção do aluno em cursos de compliance

By 27 de setembro de 2016 Compliance
53

Os cursos de compliance tem grande importância nas empresas. Eles reduzem riscos, previnem perdas e promovem e ética e responsabilidade na organização.

Porém, seu conteúdo, muitas vezes ligados a regras e leis, tornam o curso cansativo, reduzido a uma lista de políticas e do que  fazer ou não fazer, seguido por um teste de múltipla escolha. Isso é muito ruim pois no fundo, cursos de compliance requerem mudança de atitude, ou seja, requerem um nível sofisticado de entendimento que cursos simplistas não conseguem atingir.

Felizmente, é possível construir um curso de compliance que os alunos se sintam encorajados a estudar e, melhor ainda, a PRATICAR o que aprenderam. Confira três passos para que isso seja possível.

Passo 1: Use situações extremas (mas realistas)

O cérebro humano dá atenção para estímulos externos que apresentem uma mudança de impacto na situação normal. Tudo o que representa repetição e padrão acaba sendo descartado e esquecido. Por isso é comum que motoristas ou pedestres cheguem ao seu destino, sem lembrar necessariamente de cada curva do seu trajeto, pois o cérebro entende que não precisa reter essas informações. Em um treinamento, telas muito parecidas, blocos de textos previsíveis e navegação linear podem ter o mesmo efeito.

Você não quer que isso aconteça no seu curso, por isso, comece por gerar uma ruptura na expectativa do aluno: apresente situações extremas que representam impactos negativos da não aplicação de princípios de compliance.Nesse segmento há muitos exemplos de alto impacto. Problemas de risco e ética, geram enormes prejuízos materiais, morais e legais. Mostre essas consequências ao seu aluno, por meio de um enredo convincente, sem ser exagerado demais. Quanto mais relacionado o exemplo for do dia a dia do aluno, mais isso irá atrair a sua atenção.

Passo 2: Demonstre o “porquê”

Após o passo 1, fica mais fácil sensibilizar o aluno quanto o porquê das políticas de compliance. Aborde também a sua abrangência, validade, órgãos reguladores e assim por diante. Com o aluno atento ao impacto negativo do não cumprimento, é o momento certo para ele entender o contexto que regula o assunto.

Passo 3: Demonstre o “como”

Até aqui o aluno já ampliou a sua percepção quanto a realidade do tema e está mais preparado para entender a importância de como agir em conformidade. É a hora de apresentar procedimentos e regras sempre pensando na aplicação prática.

Infelizmente, muitos cursos de compliance fazem justamente o oposto. Começam apresentando o  COMO FAZER, sem sensibilizar o aluno quanto ao PORQUÊ, não gerando empatia e engajamento.

Para finalizar, é bom lembrar que os passos acima não precisam ser aplicados em blocos individuais. Eles podem se repetir ao longo do conteúdo, e a cada ciclo, incluir mais informações.

[useful_banner_manager banners=2,3 count=1]
Eduardo Leopold

About Eduardo Leopold

Co-fundador da DOCTA e especialista em aprendizado digital. Desde 2006, ajuda empresas a desbloquear o potencial de seus colaboradores por meio da educação e tecnologia.