Processo de aprendizagem: chega de interatividade, vamos à proatividade

By 9 de março de 2017Blog, Gestão de pessoas

Você quer que o participante de seus treinamentos tenha somente competência analítica e de argumentação lógica ou prefere que ele busque resultados, gerencie riscos e atue com posturas e atitudes que atendam às políticas/procedimentos da empresa?

Esta é uma decisão que esta sempre presente, na concepção dos treinamentos, mas que muitas vezes se abre mão em favor do primeiro objetivo por diversos motivos: falta de tempo, falta de conhecimento de alternativas ou mesmo fornecedores, desconhecimento do custo/beneficio ou até mesmo receio de inovar.

Vamos trabalhar com um exemplo para mostrar que é possível optar pelo segundo objetivo, sem as barreiras acima citadas. Imagine uma situação em que seu público alvo sejam lideres de uma área, processo ou mesmo segmento de negócio, não importa.

O diagnóstico é de baixa performance por um ou vários motivos como: falta de visão lateral do processo (partes envolvidas desintegradas, tendo uma delas como o ponto de estrangulamento), reação lenta às mudanças conjunturais (mantém a mesma atuação para não sair da zona de conforto), respostas sob pressão priorizando o urgente ao invés do importante (perdem a perspectiva mínima de médio prazo, criando problemas e não soluções futuras). Poderiam ter outras, mas vamos nos ater a estas.

Você já esteve diante deste quadro acima? Se sim, vou lhe mostrar uma excelente possibilidade para enfrentá-lo. Se não prepare-se, pois com certeza um dia vai defrontar com ele.

A sua decisão é sobre criar um treinamento com o método de aprendizagem apropriado: Pode ser um “case” , instrumento bem conhecido, renomado e bem testado, onde se aborda todas as dificuldades apresentadas e se promove soluções através de um debate orientado.

Alternativamente, poderá utilizar o método do “gameducation”, também simulando todas as dificuldades diagnosticadas para a experimentação do participante, com posterior debate entre os participantes, facilitado por um “expert”.

Antes de você decidir, uma rápida explicação sobre o método “gameducation”. Trata-se do uso de jogos digitais em atividades presenciais ou virtuais que transformam o participante em um protagonista de cenas (situações) sequenciadas que retratam do seu dia a dia.

Agora, para sua reflexão e decisão, veja meus comentários abaixo.

Pontos em comuns

Ambos, jogos e cases, tem alguns pontos fortes em comuns.

Podem ser construídos com maior ou menor complexidade, conforme o objetivo de aprendizagem e seu público alvo. Desde um problema simples, circunscrito a poucas variáves até uma questão mais complexa envolvendo grande número de fatores intervenientes. Obviamente, com impacto no tempo de desenvolvimento e execução.

Normalmente, ambos segue a linha do aprendizado vivencial pois retratam situações muito próximas da realidade a ser enfrentada pelos participantes, gerando ricos debates em sua fase de debriefing.

Ambos podem ser praticados de forma individual e/ou coletiva, gerando grande troca de conhecimentos, seja pela percepção dos participantes, seja pela experiência funcional dos mesmos, o que os torna ideal para integrar pontos de vista distintos para uma solução mais sólida sobre um mesmo contexto.

Pontos Diferenciais

Vejamos agora as diferenças essenciais que os tornam únicos nos processos de aprendizagem.

Os cases exigem o exercício de uma visão sistêmica, mas por trabalhar somente com informações, sejam qualitativas ou quantitativas, desenvolvem o poder analítico, a capacidade de síntese e a argumentação lógica dos participantes na apresentação de uma solução para a situação em questão. Rigorosamente, não há uma resposta única correta, dando margem a criatividade e muita interatividade.

Já os jogos digitais podem trabalhar com indicadores reais de resultados como metas de desempenho a serem atingidas. Além disto como as decisões tomadas pelos participantes trazem impactos qualitativos e quantitativos, configura-se uma nova situação a ser enfrentada a cada ciclo de decisão. Isto vai exigir uma perspectiva temporal (curto/médio/ longo prazo) e um exercício de estratégia e táticas articuladas.

Abre a possibilidade do participante fazer a gestão de riscos, exercendo a sua mitigação. Como o jogo permite mais de um ciclo de tomada de decisões, ele permite correções/reações de rumo. Se acrescentarmos eventos aleatórios ou programados ao longo dos ciclos, o jogo vai exigir adaptabilidade/criatividade do participante ao novo ambiente gerado, sempre com novas ameaças e oportunidades. Finalmente destaco que para vencer o jogo (atingir os indicadores) é preciso muita proatividade.

A decisão é sua!

Se pudermos ajudar entre em contato.

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Spyer Prates

About Spyer Prates

Empresário no segmento de Consultoria e Treinamento. Com mais de 20 anos de experiência em desenvolvimento organizacional e gestão de pessoas. Participou da criação do CTE da Fundação Dom Cabral, onde introduziu jogos educativos para programas corporativos. Autor do livro A arte brasileira de Administrar. Foi pioneiro no Brasil em jogos para assessment em processos seletivos on-line. Autor de mais de 100 business games e serious games. Atualmente, sócio Diretor da DOCTA.